domingo, 6 de setembro de 2009

DAS ESTAÇÕES #2

gastara o verão a alongar-se mais do que podia pelos paredãos ao fim das tardes, a comprar flores pequenas pelas manhãs. Sem chegar, sem chegar, todo o caminho reluzente, e agora já não acreditava nos caminhos que lhe pediam que fizesse, ela que sempre soube que importava correr imediatamente para o mar, sempre lhe disse isso, mas o passeio era tão bonito, e ela sempre gostou de passeios e tudo, mais que todos até, sempre impôs o seu ritmo absurdamente lento às promessas.

Agora alongava-se até onde já não podia o seu pobre coração sempre um pouco mais adiado.